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Folha em Branco

Folha em Branco

Qua | 02.07.14

Do outro lado do espelho

Pegar no telemóvel e nada. O silêncio ensurdecedor que permitia ouvir, não a tristeza mas a raiva crescente de dia após dia à espera pelo que insistia em se fazer adiar. 

A dormência chega e toma conta, a calma e a paz juntam-se numa mistura de dias que passam até que chega o nada.

Do outro lado do espelho olha alguém e sorri. Pego nos pincéis e pinto a mesma figura numa tela pálida e nua. Desenho-lhe a roupa e coloco um sorriso. 

O telemóvel toca para dizer que sim. O sim que se sabe ser um silêncio que se confirma pouco depois.

Esquecimento seguido de um olhar sobre a nova tela que se apresenta horas depois e aproxima-se para ser rejeitado. 

Olhou-se ao espelho e sentiu-se ser quem é. Jamais esperar, jamais adiar. Tinha sido a última vez. Ele questiona-se quando ela vira costas sem sentir tristeza pelo que deixa para trás.

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