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Folha em Branco

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Sab | 15.06.13

Editoras e os seus públicos online

Quando se fala em público está-se na verdade a falar em públicos no plural já que este não é uma massa uniforme mas sim conjuntos de pessoas com capitais sociais de níveis semelhantes.

No caso de grupos de leitores podemos notar que a grande maioria tem pelo menos o ensino secundário concluído e muitos frequentam o ensino superior ou já o concluíram.

Hoje em dia, com o fenómeno recente da internet vemos uma grande alteração nas formas de comunicação entre provedores de serviços culturais e os seus públicos. No caso das editoras vemos uma grande interacção com bloggers que se propõem a fazer publicidade aos livros de forma praticamente gratuita substituindo assim os grandes meios de comunicação que cobram umas boas centenas de euros por um anúncio publicitário.

Assim as comunicações mediadas por computador vieram proporcionar uma outra forma de contacto com os públicos-alvo e trouxeram uma nova forma de legitimar e suportar formas de contacto social.

Quando uma editora decide comunicar via internet está a contactar com uma população jovem e com elevadas qualificações académicas. 96,9% dos utilizadores são dos meios universitários (pós-graduados/ doutorados).

Uma vez que a grande maioria dos utilizadores de internet está presente nas redes sociais, estas tornaram-se também uma grande aposta por parte das editoras sendo que várias, infelizmente, ainda não se deram ao trabalho de contratar alguém que as saiba utilizar. O facebook, é a rede de eleição dos portugueses com 97,3% dos utilizadores a ter uma conta lá enquanto o Google+ tem apenas 4,8%.

Não é a aumentar a oferta cultural que se vai criar, ou melhorar, uma relação com os públicos, mas sim a melhorar as vias de comunicação entre os dois lados de forma a se aproximarem.

 

Portanto, quando uma editora decide “comunicar” no facebook está a correr o risco de apanhar à sua frente uma pessoa informada. E quando comunica sem saber utilizar a plataforma que tem ao dispor pode acontecer que muitas pessoas, informadas acabem por abalroar a dita.

Foi um pouco isso que aconteceu esta semana com uma editora no facebook tal como a Ana Ferreira relatou no seu blog na noite de quinta-feira.

Um post foi feito por mim, na minha conta pessoal sem mencionar a editora em questão. O gestor da conta veio de imediato comentar e a partir daí foi algo que nunca tinha presenciado…

É necessário educar os gestores que não o são para que intervenções desastrosas sejam prevenidas num futuro próximo e assim problemas destes não manchem o nome da editora.

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