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Almanaque Steampunk 2017

por Pantapuff, em 29.12.17

almanaque.jpg

Almanaque Steampunk 2017

Goodreads

Não podia fechar a loja sem antes comentar uma publicação deste ano. O Almanaque Steampunk 2017. 

À semelhança do que aconteceu nas anteriores edições portuguesas da Euro Steam Con, um almanaque nasceu. Desta vez pelas mãos da Liga Steampunk de Lisboa e da Divergência.

Infelizmente não tenho o almanaque da Corte do Norte sendo que tenho apenas a Clockwork Portugal como meio de comparação.

Começando pela capa confesso que se a visse numa prateleira qualquer sem saber do que se tratava nunca pegaria nesta publicação. Confusa e pobre no seu desenho em nada se compara com tantos outros trabalhos que contém no interior. A capa funciona também muito melhor em formato digital do que impresso.

Com pontos altos e baixos confesso que vale a pena apenas por dois ou três contos que não vou mencionar aqui.

Gostei que, apesar do pouco tempo disponível, tenham mantido a "tradição" de ter um almanaque mas ao mesmo tempo creio que peca por essa mesma falta de tempo. Mais uns meses e decerto teria mais para mostrar.

Alguns detalhes poderiam ser retirados e dado mais destaque a outros. Entretanto aproveito para dar os meus parabéns a todos os os artistas que submeteram os seus desenhos, são, sem sombra de dúvida, o ponto alto desta publicação.

O Almanaque Steampunk de 2017 apesar de não estar na minha lista de favoritos deste ano é um bom exemplo do que por cá se vai fazendo :)

Não sei se teremos Euro Steam Con em 2018 mas fico à espera do próximo almanaque para a minha colecção :)

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publicado às 08:00

Eish título maior que um comboio...

ESC2017.png

 

Atrasada mas sempre a horas hoje partilho com vocês o concurso de cosplay da ESC 2017.

Organizado pela Liga Steampunk de Lisboa, alguns aceitaram o desafio e apresentaram ora personas, ora cosplays em palco.

Não foram assistir? Aqui fica tudinho com direito a vencedores e tudo :)

 

 

Parabéns à Tatiana Valada que ganhou o primeiro lugar :)

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publicado às 20:40

steammusic.png

 

Tal como na literatura, a música steampunk pega nos temas, imagética e estética e transporta-os para a sua "área".

música parece ser intemporal e vintage mas nunca contra a modernização tecnológica.
Existem bandas que mostram claramente a intenção de criar música steampunk enquanto outros se fazem valer apenas do factor estético.
Alguns dos nomes que podem procurar são: Abney park, ArcAttack, The Clockwork Quartet, The Dresden Dolls, Dr. Steelers, Humanwine, The James Gang, The Lisps, Rasputina e Voltaire.
 
Temos sons para todos os gostos mas confesso que, para mim, os melhores são os que nos contam histórias.
Se não conhecem aventurem-se e conheçam este género que alia um pouco de todas as áreas em que o steampunk se manifesta ;)
 
Deixo-vos com a minha banda favorita ;)
 

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publicado às 14:00

Steampunk: Mas quem é o pai da criança?

por Pantapuff, em 08.06.17

steampunk_quem.png

Dizer que Verne e Wells são os pais do steampunk é um erro comum e facilmente perdoado quando se é novo nestas andanças. A verdade é que apesar de terem influenciado em parte alguns autores que surgiram depois, nunca nenhum deles pensou sequer neste conceito: steampunk. Hoje neste post vamos ver a cronologia dos acontecimentos...

RIP.PNG

Quando estes nossos amigos morreram não pensavam propriamente em retro futurismo mas sim no avanço da tecnologia. 

Mas então de onde vem este conceito? K. W. Jeter foi quem o introduziu mencionando-o numa carta escrita à revista Locus em Abril de 1987... uns bons anos depois dos nossos amigos terem deixado de escrever...

Capturar.PNG

Seguindo a lógica... se são pais deveriam estar presentes... ou pelo menos ter feito algo de forma activa para o nascimento deste bebé, não?

Claro que não podemos negar que a sua escrita influenciou estes primeiros autores de steampunk, no entanto isso não significa que sejam pais do género ou então seriam pais de tudo e um par de botas que se faz hoje em dia.

Os créditos devem ser dados aos primeiros autores e a todos os que se seguiram trazendo o steampunk para a realidade através de várias formas de arte que abordaremos em posts futuros.

 

Mas o que é o steampunk?
O dicionário de Oxford ajuda-nos um pouco a simplificar a explicação: A genre of science fiction that has a historical setting and typically features steam-powered machinery rather than advanced technology.
 
Para quem não lida habitualmente com a malta de FC pode parecer um conceito complicado de compreender, é uma viagem ao passado com tecnologia inspirada no futuro e onde o vapor é rei.
 
 
Curiosos para ler um pouco? Aqui ficam algumas sugestões, umas mais conhecidas, outras menos e muitas provavelmente já conhecem mas não associavam ao steampunk.

bookss.PNG

 

 

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publicado às 21:15

Estará o Steampunk morto em Portugal?

por Pantapuff, em 16.05.17

steampunk_1.png

"Li um livro..."

"Vi um filme que..."

"Ouvi uma música no YouTube..."

"Vi uma fotografia de uma convenção estrangeira..."

 

Estas são algumas das frases que todos dizemos antes de começar a investigar o que é o Steampunk. Este subgénero de Ficção Científica que ultrapassou barreiras e começou a ser um género por si só. Um estilo de retro futurismo que obriga qualquer steampunker a estudar e a investigar, até porque esse espírito curioso faz parte de cada um que o abraça. Livros, filmes, música, as mais variadas artes que se fundem e abraçam uma estética diferente.

Em Portugal este movimento veio por vias da literatura, depois da estética, depressa começou-se a associar ao cinema, música, ...

A Clockwork Portugal foi o primeiro grupo organizado que começou a dinamizar e a formar uma comunidade. Organizaram a primeira ESC (Euro Steam Con) portuguesa, mas ao fim da segunda edição a organização não conseguiu continuar... O grande foco era a educação, isto é, divulgar o género e mostrar às pessoas mais do que livros. Chegou a moda, uma forma de vestir e criar personagens, um pouco ao estilo do cosplay mas não como tal.

Outros eventos como o Fórum Fantástico foram de extrema importância na divulgação do género tendo acolhido palestras sobre o tema. Pequenas publicações como a Nanozine, ou autores independentes que faziam auto publicações contribuíram para a divulgação. Desde cedo que a comunidade portuguesa conseguiu ligar-se a autores estrangeiros que a apoiavam através de entrevistas, artigos ou opiniões e isso ajudou a que esta crescesse ainda mais.

Mas... quem lia continua a ler, quem via filmes continua a ver e as músicas continuam sempre nas playlists... só que as pessoas mudaram. A pequena comunidade seguiu o seu caminho, deixaram de organizar a ESC, de dar palestras ou fazer vlogs... a Corte do Norte apareceu então e tentou dinamizar o steampunk pegando no projecto deixado pela Clockwork Portugal, mas a vida nem sempre permite que as coisas avancem e hoje são um grupo que comparece em alguns eventos. Fazem também alguns updates na sua página de facebook, mas com os entraves desta plataforma as coisas nem sempre passam para a maioria do público.

Grupos aqui e ali e ocasionais palestras com grandes pontapés no Wells e Verne que desgraçados já têm os nomes gastos devido ao uso incorrecto.

O Steampunk parece ter as horas contadas em Portugal. Uma comunidade que não cresce e pouca divulgação tem, fora coisas pontuais e de cariz mais lúdico que educativo. Parece estar mais focada na parte estética que ainda confunde alguns conceitos. O que um steampunker percebe outra pessoa confunde por não saber bem as coisas.

 

E porque após os eventos é já quase hábito receber perguntas relacionadas com "cosplay" steampunk (tema a desenvolver em breve) começa então uma longa série de posts dedicados a este género que atravessa tantas áreas. Vou pegar novamente nas notas que costumava usar para a universidade e algumas palestras que dei e vou escrever... tudo desde A a Z.

 

E voltando ao início... estará o Steampunk morto em Portugal?

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publicado às 00:18



Alexandra Rolo | Pantapuff

Capturar.PNG


Nascida em 1989, em Lisboa e com uma infância marcada por demasiados filmes de ficção científica é formada em História Moderna e Contemporânea (ISCTE-IUL), História Religiosa (FLUL) e Gestão Cultural (ISCTE-IUL). Conhecida online enquanto Pantapuff, é blogger desde 2005 e tem colaborado em diversos projectos online, normalmente ligados às áreas da literatura (fantástica e FC) e da internet. Hoje faz do online a sua vida, trabalhando como gestora de redes sociais. Youtuber, bookworm, cosplayer, nerd, Potterhead e Whovian assumida é normalmente vista de phones, telemóvel, iPad e Kindle. O seu maior medo é ficar sem bateria ou perder o acesso à internet.


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