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Vês o mundo de uma forma diferente, gostas de desenhos animados e não percebes metade... Vais dormir mal o sol se põe independentemente da hora que seja. Não recusas a comida nem tens noção de que comeste demasiado. Gostas de dar abracinhos e receber miminhos.

Quando acordas o dia é novo, o que passou passou mas o que vem aí não interessa... não te apetece falar não falas e se ralharem contigo passado cinco minutos já não queres saber. Não és vaidosa nem te ralas minimamente com o que tens vestido.

Fizeste 18 e fomos ver um filme para crianças de 4 anos...

Quando dás um miminho empurram-te e berram, se tentas falar chamam-te chata e mandam-te calar porque estás a repetir a mesma coisa pela quinta vez seguida como se nunca a tivesses dito. 

 

À tua volta não compreendem que não és como os outros, não és especial, és diferente mas és uma pessoa com sentimentos.

Chamam-te deficiente e não te tratam como se tivesses direito às mesmas coisas... deficiente é quem não tenta compreender quem vê e vive de outra forma, quem abandona como se larga um trapo velho e não quer saber das consequências.

Deficiente é quem tem vergonha de ter alguém assim na família. 

 

 

Há muito ainda a fazer para proteger pessoas assim, com deficiências mentais que as tornam dependentes de outros até ao fim dos seus dias... e infelizmente parte-me o coração ver o quão mal algumas pessoas são tratadas só porque não são "normais".

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publicado às 18:06

Steampunk: Mas quem é o pai da criança?

por Pantapuff, em 08.06.17

steampunk_quem.png

Dizer que Verne e Wells são os pais do steampunk é um erro comum e facilmente perdoado quando se é novo nestas andanças. A verdade é que apesar de terem influenciado em parte alguns autores que surgiram depois, nunca nenhum deles pensou sequer neste conceito: steampunk. Hoje neste post vamos ver a cronologia dos acontecimentos...

RIP.PNG

Quando estes nossos amigos morreram não pensavam propriamente em retro futurismo mas sim no avanço da tecnologia. 

Mas então de onde vem este conceito? K. W. Jeter foi quem o introduziu mencionando-o numa carta escrita à revista Locus em Abril de 1987... uns bons anos depois dos nossos amigos terem deixado de escrever...

Capturar.PNG

Seguindo a lógica... se são pais deveriam estar presentes... ou pelo menos ter feito algo de forma activa para o nascimento deste bebé, não?

Claro que não podemos negar que a sua escrita influenciou estes primeiros autores de steampunk, no entanto isso não significa que sejam pais do género ou então seriam pais de tudo e um par de botas que se faz hoje em dia.

Os créditos devem ser dados aos primeiros autores e a todos os que se seguiram trazendo o steampunk para a realidade através de várias formas de arte que abordaremos em posts futuros.

 

Mas o que é o steampunk?
O dicionário de Oxford ajuda-nos um pouco a simplificar a explicação: A genre of science fiction that has a historical setting and typically features steam-powered machinery rather than advanced technology.
 
Para quem não lida habitualmente com a malta de FC pode parecer um conceito complicado de compreender, é uma viagem ao passado com tecnologia inspirada no futuro e onde o vapor é rei.
 
 
Curiosos para ler um pouco? Aqui ficam algumas sugestões, umas mais conhecidas, outras menos e muitas provavelmente já conhecem mas não associavam ao steampunk.

bookss.PNG

 

 

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publicado às 21:15

Estará o Steampunk morto em Portugal?

por Pantapuff, em 16.05.17

steampunk_1.png

"Li um livro..."

"Vi um filme que..."

"Ouvi uma música no YouTube..."

"Vi uma fotografia de uma convenção estrangeira..."

 

Estas são algumas das frases que todos dizemos antes de começar a investigar o que é o Steampunk. Este subgénero de Ficção Científica que ultrapassou barreiras e começou a ser um género por si só. Um estilo de retro futurismo que obriga qualquer steampunker a estudar e a investigar, até porque esse espírito curioso faz parte de cada um que o abraça. Livros, filmes, música, as mais variadas artes que se fundem e abraçam uma estética diferente.

Em Portugal este movimento veio por vias da literatura, depois da estética, depressa começou-se a associar ao cinema, música, ...

A Clockwork Portugal foi o primeiro grupo organizado que começou a dinamizar e a formar uma comunidade. Organizaram a primeira ESC (Euro Steam Con) portuguesa, mas ao fim da segunda edição a organização não conseguiu continuar... O grande foco era a educação, isto é, divulgar o género e mostrar às pessoas mais do que livros. Chegou a moda, uma forma de vestir e criar personagens, um pouco ao estilo do cosplay mas não como tal.

Outros eventos como o Fórum Fantástico foram de extrema importância na divulgação do género tendo acolhido palestras sobre o tema. Pequenas publicações como a Nanozine, ou autores independentes que faziam auto publicações contribuíram para a divulgação. Desde cedo que a comunidade portuguesa conseguiu ligar-se a autores estrangeiros que a apoiavam através de entrevistas, artigos ou opiniões e isso ajudou a que esta crescesse ainda mais.

Mas... quem lia continua a ler, quem via filmes continua a ver e as músicas continuam sempre nas playlists... só que as pessoas mudaram. A pequena comunidade seguiu o seu caminho, deixaram de organizar a ESC, de dar palestras ou fazer vlogs... a Corte do Norte apareceu então e tentou dinamizar o steampunk pegando no projecto deixado pela Clockwork Portugal, mas a vida nem sempre permite que as coisas avancem e hoje são um grupo que comparece em alguns eventos. Fazem também alguns updates na sua página de facebook, mas com os entraves desta plataforma as coisas nem sempre passam para a maioria do público.

Grupos aqui e ali e ocasionais palestras com grandes pontapés no Wells e Verne que desgraçados já têm os nomes gastos devido ao uso incorrecto.

O Steampunk parece ter as horas contadas em Portugal. Uma comunidade que não cresce e pouca divulgação tem, fora coisas pontuais e de cariz mais lúdico que educativo. Parece estar mais focada na parte estética que ainda confunde alguns conceitos. O que um steampunker percebe outra pessoa confunde por não saber bem as coisas.

 

E porque após os eventos é já quase hábito receber perguntas relacionadas com "cosplay" steampunk (tema a desenvolver em breve) começa então uma longa série de posts dedicados a este género que atravessa tantas áreas. Vou pegar novamente nas notas que costumava usar para a universidade e algumas palestras que dei e vou escrever... tudo desde A a Z.

 

E voltando ao início... estará o Steampunk morto em Portugal?

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publicado às 00:18

Racismo e Black face no cosplay?

por Pantapuff, em 18.01.17

Já devem imaginar pelo título que a coisa anda azeda mas temos de agradecer aos defensores dos direitos humanos de ocasião.

Vamos começar com uma visita aos dicionários:

Black face:
When white actors would paint their faces black to resemble black people. Accompanied by a performance stereotyping them as buffoons.
The white actor donned blackface for his minstrel show. (Fonte: Urban Dictionary)
 
White wash:
Someone who is looked at as leaving behind or neglecting their culture and assimilating to a white, western culture. (Fonte: Urban Dictionary)
 
Cosplay: 
noun 1. the art or practice of wearing costumes to portray characters fromfiction, especially from manga, animation, and science fiction. 2. a skit featuring these costumed characters. (fonte)
Racism:
noun 1. a belief or doctrine that inherent differences among the various humanracial groups determine cultural or individual achievement, usuallyinvolving the idea that one's own race is superior and has the right todominate others or that a particular racial group is inferior to theothers. 2a policy, system of government, etc., based upon or fostering such adoctrine; discrimination. 3. hatred or intolerance of another race or other races. (fonte)

 

**_**

 

Agora que temos as keywords e as respectivas definições vamos lá então ao tema do dia: racismo e black face no cosplay.
Quem acompanha aqui o estaminé já sabe muito bem o que é o cosplay, que eu faço parte dessa comunidade e que é tudo arco-íris e unicórnios... excepto quando não é. A comunidade gaba-se de aceitar todos sem discriminação, não importa a cor da pele, se são gordos ou magros, altos ou baixos, aviões ou crominhos que passam a vida na cave e só conseguem ver a luz do dia para ir a uma convenção. A verdade não é bem assim... mas hoje vou focar-me na pele e nas muitas tonalidades que esta pode ter...

sombra.jpg

fonte: ZonaE

 

Pion Kim, uma cosplayer coreana está a ser o centro das atenções pelo seu cosplay de Sombra. Foram muitos os detalhes que esta cosplayer teve em atenção. Rapou o próprio cabelo e a sobrancelha para ficar o mais parecida possível com a personagem. Faltava um detalhe: ela é branca. Por essa razão escureceu ligeiramente o tom de pele com bronzeador. Ora muitas mulheres fazem isso para parecer mais morenas e não há problema... excepto que aqui esta cosplayer está a ser acusada de Black face. Podem parar aqui para voltar lá acima para rever a definição. Estão de volta? Bora lá então. Ora bem, Black face é algo inaceitável e de cariz racista e associado a sátiras racistas. Aqui o que vemos é uma reprodução fiel de uma personagem e algo que é perfeitamente comum quando se faz cosplay. Se o personagem é azul pintamos a pele dessa cor, usamos perucas, lentes de contacto, usamos maquilhagem e latex para moldar as nossas feições e assim dar vida a uma personagem fictícia... É uma arte. Ao vestir a pele de uma personagem significa que gostamos dela e queremos fazer-lhe justiça, honrá-la e mostrar a todos como a admiramos. Não se está a fazer uma sátira ou a insultar quem quer que seja.

Por outro lado, de acordo com o que tenho lido nas redes sociais e secções de comentários dos diversos sites e blogs que já abordaram este "escândalo", é aceitável alguém de pele mais escura utilizar os mesmos artifícios para parecer caucasiano ou asiático pois estes não são alvo de racismo generalizado.

Agora questiono: então os outros podem ser mais claros e eu não posso ser mais escura? Não temos todos os mesmos direitos?

Acho irónico que a mesma comunidade que está a criticar esta cosplayer é a mesma que acusa alguns cosplayers de white washing por usarem cosplays de personagens de outras etnias sem ter esse tom de pele. Então mas podemos ou não alterar o nosso tom de pele de acordo com a personagem que estamos a representar? Já foram ao cinema ultimamente? Já reclamaram com os actores que usam bronzeador? Se não reclamam com eles porque atacam os cosplayers?

 

Outros falam de apropriação cultural: minha gente vocês comem noodles, assistem a filmes americanos, compram roupa em sites chineses, ouvem música espanhola, comem vacas holandesas e passam férias em Cabo Verde e estão a reclamar de apropriação? Se calhar querem rever aí as prioridades, não?

 

Ironicamente só vejo caucasianos ofendidos com este tipo de situação...

Pessoalmente não vejo mal. "Ahh pois mas tu és uma priviligiada porque és branca!" Dizem os defensores da moral e bons costumes de ocasião. E eu digo-vos "não minha gente", tenho dois dedos de testa (ok mais que a minha é grandita) e vejo cada situação de forma isolada.

O ideal seria isto mesmo, analisar cada situação sem pegar em definições / rótulos e colocar em todo o lado por igual. É assim que a ignorância se espalha (e acho que às vezes é contagiosa).

 

Ao mesmo tempo que toda a situação me irrita, tenho vontade de rir... é que se ela usasse bronzeador por motivos puramente estéticos ninguém iria reclamar de racismo ou apropriação. É moda, certo? Se ela fizesse cosplay de um smurf não ia ofender ninguém porque é uma personagem fictícia... mas a Sombra andou comigo na escola e é vizinha desta malta toda (só pode né?).

Vivemos num mundo cheio de falsos moralistas, donos da verdade e dos bons costumes que continuam a perpetuar ideiais racistas durante a sua luta pela igualdade, que não ser pode igual para todos porque nem todos foram vítimas de discriminação...

 

Se quiserem ver melhor o cosplay brutal podem ver este vídeo. E se tiverem cinco minutinhos aproveitem para ler os comentários dos "lesados" que não percebem o porquê dos caucasianos estarem tão ofendidos (afinal não sou a única).

 

 

E vocês o que têm a dizer?

 

P.S.: se já leram tudo já podem atirar pedras. ;)

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publicado às 21:03

Ainda há jornalismo a sério em Portugal?

por Pantapuff, em 04.06.16

fb´_b.PNG

 

Tenho uma dúvida... ainda se faz jornalismo em Portugal?

Ainda alguém se dá ao trabalho de escrever notícias? Vasculhar arquivos, investigar histórias? Sim vemos aquelas grandes reportagens no final do telejornal. São chocantes, interessantes e deixam-nos a pensar. Mas é apenas isso que resta do jornalismo? Uma grande reportagem uma vez por semana?

Ligar a televisão e ver que o que abre o noticiário é um print screen de uma página de facebook, o que faz capa de jornal é uma citação de um blog pessoal,... Mas os jornalistas já não falam com as pessoas? Esperam que elas escrevam nas suas redes sociais ou ponham uma foto para ter algo com que trabalhar?

Passaram os nossos telejornais a ser uma extensão do facebook e do instagram? Acho que ainda não descobriram o snapchat caso contrário seria uma alegria... 

Chegam sempre atrasados... De que me serve uma grande citação às 13h de algo que um famoso escreveu na noite anterior às 23h?

Questiono-me sobre o que é ser jornalista. É investigar ou ficar a olhar para um feed à espera de algo. Era eu que tinha uma visão romântica do mundo da comunicação e dos media tradicionais ou isto mudou radicalmente? Acabou-se a capacidade de escrita? A imaginação? Questiono-me por vezes até se são os próprios jornalistas (sabem aqueles que dão a cara ou o nome) a investigar, estudar e escrever ou se não temos também ghost writers como vemos nos livros dos famosos...

Como diria a Magda Não estou entendendo...

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publicado às 23:46




Alexandra Rolo | Pantapuff

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Nascida em 1989, em Lisboa e com uma infância marcada por demasiados filmes de ficção científica é formada em História Moderna e Contemporânea (ISCTE-IUL), História Religiosa (FLUL) e Gestão Cultural (ISCTE-IUL). Conhecida online enquanto Pantapuff, é blogger desde 2005 e tem colaborado em diversos projectos online, normalmente ligados às áreas da literatura (fantástica e FC) e da internet. Hoje faz do online a sua vida, trabalhando como gestora de redes sociais. Youtuber, bookworm, cosplayer, nerd, Potterhead e Whovian assumida é normalmente vista de phones, telemóvel, iPad e Kindle. O seu maior medo é ficar sem bateria ou perder o acesso à internet.



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