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A crueldade da internet

por Pantapuff, em 08.07.15

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As pessoas são cruéis. Vivemos em tempos em que tudo tem de ser perfeito e uma pessoa é presa por ter cão ou por não ter nenhum...

Muitos escondem-se atrás do seu computador e têm como prazer na vida, tentar minar a auto estima de quem dá a cara num blog, youtube, ... As mulheres são constantemente julgadas seja pelo corpo ou pela maquilhagem que usam.

Durante anos fui alvo de bullying na escola básica. Era porque era magra, porque era gorda, porque tinha a testa alta, era porque tinha mais mamas que boa parte das raparigas, porque sou pálida,... Demorei um pouco mas ultrapassei toda essa situação. Ainda assim custa-me ver que há pessoas maldosas que fazem outros passar por isto. Humilhar e insultar publicamente outros apenas porque não correspondem aos padrões de beleza impostos pela indústria...

Esta vlogger merece no mínimo uma salva de palmas, pela coragem de mostrar a sua pele como é na realidade, até porque o acne é um problema que afecta imensas pessoas.

Este vídeo mostra perfeitamente aquilo a que nos sujeitamos todos os dias, seja na escola, na rua, no trabalho ou mesmo na internet. Principalmente na net...

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publicado às 12:31

Facebook killed communication

por Pantapuff, em 21.08.13

Acho hilariante o facto de culparem as redes sociais pela escassez de comunicação pessoal nas famílias quando a televisão já fez isso há muitos anos. Aparentemente antes disto as pessoas jantavam todas juntas à mesa e conversavam imenso mas eu lembro-me de ter colegas que passavam a vida agarrados aos telemóveis e ainda nem se pensava em ter wi-fi naqueles aparelhitos, quanto mais acesso ao facebook nele...

É interessante ver a forma como as pessoas culpam outras coisas das suas falhas. Se agora toda a gente decidir ir para a rua olhar para o céu a culpa vai ser da Lua mas até lá é a internet, esse bebé que leva porrada a torto e a direito.

Recentemente, estava eu sentadinha num café quando duas senhoras decidem conversar sobre a vida dos outros e sobre uma moça que conheciam que se tinha separado do marido por andar a meter-se com outro qualquer pelo computador. Traição omg omg essa coisa horrível que a internet trouxe e os facebooks e blogs... wait what!? Exacto aparentemente antes disto não havia parelhas a ser distribuídas nos casais.

A falta de conhecimento é maior que o número de utilizadores e isso leva a que o preconceito seja grande... 

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publicado às 12:30

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publicado às 08:20

Editoras e os seus públicos online

por Pantapuff, em 15.06.13

Quando se fala em público está-se na verdade a falar em públicos no plural já que este não é uma massa uniforme mas sim conjuntos de pessoas com capitais sociais de níveis semelhantes.

No caso de grupos de leitores podemos notar que a grande maioria tem pelo menos o ensino secundário concluído e muitos frequentam o ensino superior ou já o concluíram.

Hoje em dia, com o fenómeno recente da internet vemos uma grande alteração nas formas de comunicação entre provedores de serviços culturais e os seus públicos. No caso das editoras vemos uma grande interacção com bloggers que se propõem a fazer publicidade aos livros de forma praticamente gratuita substituindo assim os grandes meios de comunicação que cobram umas boas centenas de euros por um anúncio publicitário.

Assim as comunicações mediadas por computador vieram proporcionar uma outra forma de contacto com os públicos-alvo e trouxeram uma nova forma de legitimar e suportar formas de contacto social.

Quando uma editora decide comunicar via internet está a contactar com uma população jovem e com elevadas qualificações académicas. 96,9% dos utilizadores são dos meios universitários (pós-graduados/ doutorados).

Uma vez que a grande maioria dos utilizadores de internet está presente nas redes sociais, estas tornaram-se também uma grande aposta por parte das editoras sendo que várias, infelizmente, ainda não se deram ao trabalho de contratar alguém que as saiba utilizar. O facebook, é a rede de eleição dos portugueses com 97,3% dos utilizadores a ter uma conta lá enquanto o Google+ tem apenas 4,8%.

Não é a aumentar a oferta cultural que se vai criar, ou melhorar, uma relação com os públicos, mas sim a melhorar as vias de comunicação entre os dois lados de forma a se aproximarem.

 

Portanto, quando uma editora decide “comunicar” no facebook está a correr o risco de apanhar à sua frente uma pessoa informada. E quando comunica sem saber utilizar a plataforma que tem ao dispor pode acontecer que muitas pessoas, informadas acabem por abalroar a dita.

Foi um pouco isso que aconteceu esta semana com uma editora no facebook tal como a Ana Ferreira relatou no seu blog na noite de quinta-feira.

Um post foi feito por mim, na minha conta pessoal sem mencionar a editora em questão. O gestor da conta veio de imediato comentar e a partir daí foi algo que nunca tinha presenciado…

É necessário educar os gestores que não o são para que intervenções desastrosas sejam prevenidas num futuro próximo e assim problemas destes não manchem o nome da editora.

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publicado às 00:58

Ó Chrome! Sou gaja tá!?

por Pantapuff, em 24.05.13

Esta mania de que é tudo gajo... eu tenho duas almofadas fofas que comprovam o contrário... oh well... tinha eu um monte de pdf's abertos, prontinhos para o próximo trabalho que tenho de escrever e vem o pc e pumbas reinicia sem eu ter hipótese de resmungar sobre o assunto mas antes disso deu o badagaio ao Chrome e não me deixava abrir o quer que fosse sem dar sinal de que tinha falecido. A minha sorte e porque estava com pressa é que tinha o tablet à mão e ligado (tinha-me esquecido de o desligar) e pude ver o meu mail num instantinho enquanto tomava o pequeno-almoço... 

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publicado às 09:27



Alexandra Rolo | Pantapuff

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Nascida em 1989, em Lisboa e com uma infância marcada por demasiados filmes de ficção científica é formada em História Moderna e Contemporânea (ISCTE-IUL), História Religiosa (FLUL) e Gestão Cultural (ISCTE-IUL). Conhecida online enquanto Pantapuff, é blogger desde 2005 e tem colaborado em diversos projectos online, normalmente ligados às áreas da literatura (fantástica e FC) e da internet. Hoje faz do online a sua vida, trabalhando como gestora de redes sociais. Youtuber, bookworm, cosplayer, nerd, Potterhead e Whovian assumida é normalmente vista de phones, telemóvel, iPad e Kindle. O seu maior medo é ficar sem bateria ou perder o acesso à internet.


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