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Canal Pimba 24 horas por dia

por Pantapuff, em 12.06.13
A RTP já tem as tardes do fim-de-semana repleto de pimbalhada, a tvi a mesma coisa... como a moda pega por todos os lados a sic não quis perder a corrida e lá aderiu ao mesmo esquema.
Resultado: ménage à trois de música portuguesa sendo que a maioria não vale ponta de corno. Ou seja, quem gosta de coisas decentes perde os filmes e séries da tarde, quem vê estas coisas não sabe que lado escolher. Se eu já pouca tv vejo agora então esqueçam. Por vezes ainda ficava a ver um filme e nos intervalos punha-me a ler agora nem isso porque é Anas Malhoas, filhas e pais e coisas atrozes deste género que os meus ouvidos dispensam alegremente preferindo ouvir o coro desafinado da Igreja a submeter-se a tais poluições sonoras.
Pensava eu que os canais generalistas deviam oferecer variedade mas afinal é pior que as promoções nos hipermercados. Se o Lidl vende arroz a 20 cêntimos o resto vai tentar fazer igual, a televisão vai dar ao mesmo e só faz com que muitos procurem outros meios de ter uns momentos de lazer e foi por isso que o meu deus inventou a internet e os computadores.
Proponho assim que se crie um canal pimba que passe barulho (sim que chamar música a isto é insultar quem de facto faz música) 24 horas por dia e assim ficávamos todos felizes. 

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publicado às 08:30

Máscara

por Pantapuff, em 19.02.11

O que é que mostra quem ou como é uma pessoa? Será o modo de vestir? Os comportamentos que têm perante os outros?

Como perceber quem está à nossa frente?

Como será possível encontrar a falha que esconde a ponta da máscara que cobre o rosto de quem se faz passar pelo que não é, só para não mostrar o seu verdadeiro ser?

O sorriso e boa disposição que se põe quando se sai de casa pode muitas vezes esconder a solidão e desespero que corroem uma alma nova já velha e pronta para partir. São as pequenas alegrias da vida que deixam que se continue a respirar.

É o sorriso aparafusado que esconde a melancolia que cobre todo o corpo já marcado pelas cicatrizes de uma vida perdida em pensamentos negros acerca do que estará para além da barca negra que nos leva do porto.

Como perceber que atrás de toda a electricidade e alegria está a mais profunda depressão física e mental de quem não se sente bem em lado algum.

Como conhecer aquele que se esconde por detrás de letras e palavras que tudo mostram mas nada revelam...

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publicado às 23:17

Fenómeno da Aparição

por Pantapuff, em 12.02.11

Hoje fiquei com uma leve ideia de como a Nossa Senhora de Fátima se deve ter sentido quando apareceu àquele molho de gente. Não se eu agora seja santa, mas já vão perceber.

A pedido de muitas famílias, bom só uma, ok a minha tia, hoje fui à missa à Igreja Matriz para tomar conta dos outros miúdos a quem ela dá catequese porque a outra catequista não pôde ir. Enfim, lá fui eu e quando lá cheguei eram poucas as pessoas ainda no local que viria a estar apinhado de pessoas com os seus filhotes, ou então não porque está frio e todos os lugares são melhores que aquele.

Enfim, eu deixei de ir à missa pela mesma altura que deixei de dar catequese já lá vão fazer dois anos, porque achei que dormir ao fim-de-semana devia ser uma experiência interessante e até gostei da coisa pelo que se tornou o meu hobbie (hei uns bebem, outros fumam, outros drogam-se. Eu durmo).

À medida que as caras conhecidas iam chegando desviavam o olhar mas depois voltavam e ficavam surpreendidas por me verem ali. Houve até quem perguntasse se eu estava perdida ou doente, ou se tinha morrido alguém. Também uma pessoa se virou umas quatro ou cinco vezes para trás para ver se era eu ou não...

Ainda assim foi bom eu ter ido porque adorei a leitura de hoje que era de uma carta de S. Paulo para alguém (ele também escrevia cartas a toda a gente) e dizia que se pecarmos com os olhos devemos arrancá-los e deitá-los fora, se for com a mão devemos cortá-la e deitá-la fora... (tenho de procurar esta carta porque afinal a Bíblia tem piada em algumas partes). Também adorei o sermão do padre (cujo nome desconheço, é um dos novos) onde ele disse às crianças, que ficaram em pânico depois da leitura, que não devemos levar isto à letra se não, passo a citar: "ficávamos todos cegos ou Camões".

Resumindo, fui à missa e o que foi que vi? As pessoas que ainda não ganharam juízo e que ainda conseguem aturar gente que não tem mais nada pra fazer na vida ou que não tem mesmo uma vida, vi as senhoras que vão para lá para pôr a conversa em dia, vi que a pessoa que não me suporta ver nem pintada e que iria arrancar cabelos se eu voltasse continua a receber-me com um grande sorriso e um abraço e vi que os seminaristas continuam a ser um desperdício na vida de padre.

Oh well... tudo na mesma, a diferença é que desta vez eu fui e vai demorar até voltar a ir.

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publicado às 21:33

Lyonce Viiktórya

por Pantapuff, em 24.01.11

 

Todos sabemos que existem muitas pessoas com azar durante vida, têm um acidente de carro, perdem olhos, são assaltadas,... mas agora todas elas devem pensar na sorte que têm por não serem filhos deste par de jarras.

 

Como se não fosse azar suficiente ser filha de pessoas com sorrisos de quem está um bocadinho aflito para ir à casa de banho tem de passar pelo sofrimento de demorar cinco vezes mais do que uma criança normal, a aprender a escrever o próprio nome.

Com tanto nome bonito para dar a uma criança que ainda por cima tem a sorte de ter um pai com nacionalidade estrangeira (o que dá a possibilidade de registar com um nome diferente) ficou registada como Lyonce Viiktórya.

A pobre miúda que ainda nem chorar sabe já tem um site que lhe é dedicado bem como uma música.

No Lyoncifica o teu nome podemos ter o nosso nome transformado para ficar tão bonito como aquelas duas coisas pessoas da  foto.

Eu já experimentei e o meu nome ficou engraçado: Alexandra Once Rukanilava, tiramos o nome do meio e parece russo.

A música promete ser o próximo hit de Verão tendo como título Nome da Criança e tem já mais fãs do que a do pai da criança.

 

Agora só nos resta  esperar 18 anos para ver a Lyonce Viiktórya (e sim tive de fazer copy paste do nome porque faltava-me sempre uma letra qualquer) a processar os pais por terem tamanha falta de inteligência gosto ou então a pedir a emancipação algures entre os 14 e os 16 por ter demasiada vergonha por ser vista com tais seres vivos.

 

Força Lyonce Viiktórya tens o nosso apoio, estamos solidários contigo.

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publicado às 19:01

Pelas ruas de Lisboa

por Pantapuff, em 04.09.10

Só tenho uma hora de almoço, mas durante 60 minutos é possível passear pelas ruas da capital. Obviamente não posso ir muito longe, mas com umas calças de ganga, uma t-shirt que mais parece uma tenda (este L parece um XXXXXXXXXXXL), uns ténis e uma mochila às costas o perto parece longe.

Saí da exposição e fui com o meu hamburguer no pão numa mão e um pacote de sumo na noutra. Andei completamente à nora. Vi coisas muito engraçadas, homens estátua, homens invisíveis (não tirei fotos porque as mãos estavam ocupadas com a comida), homens a vender óculos de sol, homens a vender brinquedos e homens a vender droga. Vi prédios velhos, vi lojas, vi cafés cheios de gente e outros cheios de mesas vazias. Esplanadas com lagostas turistas, vi autocarros de dois andares e outros verdes com lagostins turistas a tirar fotografias. Quando dei por mim estava na hora de regressar à exposição que a hora de almoço estava a acabar.

Mas foram 60 minutos a ver ruelas pequenas e fechadas e zonas abertas e cheias de vida. Na cidade de Lisboa temos de tudo em espaços paralelos, basta olhar para os dois lados quando chegamos a um cruzamento e escolher o caminho a seguir para descobrir o que iremos encontrar na rua ao lado.

É assim que gosto de andar, ténis, mochila às costas com mantimentos e deixar o mapa em casa. Perder-me numa cidade que vou redescobrindo aos poucos e no fim sentar-me num sítio qualquer a ver as pessoas a passar...

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publicado às 13:08



Alexandra Rolo | Pantapuff

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Nascida em 1989, em Lisboa e com uma infância marcada por demasiados filmes de ficção científica é formada em História Moderna e Contemporânea (ISCTE-IUL), História Religiosa (FLUL) e Gestão Cultural (ISCTE-IUL). Conhecida online enquanto Pantapuff, é blogger desde 2005 e tem colaborado em diversos projectos online, normalmente ligados às áreas da literatura (fantástica e FC) e da internet. Hoje faz do online a sua vida, trabalhando como gestora de redes sociais. Youtuber, bookworm, cosplayer, nerd, Potterhead e Whovian assumida é normalmente vista de phones, telemóvel, iPad e Kindle. O seu maior medo é ficar sem bateria ou perder o acesso à internet.


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